Com inteligência e muito trabalho, o astro concilia seu sucesso nas telas com a produção de alimentos orgânicos e a defesa da natureza ameaçada

Por Valério Fabris

Ele já está, aos 52 anos de idade, na galeria dos grandes atores do Brasil. Atuou em 80 novelas, filmes e peças de teatro. Por três vezes, recebeu o prêmio máximo em festivais do cinema nacional. Foi o único ator brasileiro indicado para o Emmy por uma produção fora da Globo: Mandrake, da HBO.

A sua vida, no mundo artístico, é muito intensa. Mas, ainda assim, Marcos Palmeira conseguiu ir além do universo dos palcos. Ele destaca-se como referência da agricultura ecológica do país. Tem um empório de produtos orgânicos. E, em tempo integral, é defensor das causas indígenas.

Para decifrar o que vê ou o que o lê, Marcos Palmeira não franze a testa, não comprime os olhos e nem põe a mão no queixo. Normalmente, aparenta uma descontração de um menino correndo no parque. Um observador desatento. Uma esponja que absorve até mesmo o que não se encontra no seu campo de visão.

Na adolescência, os pais quase o levaram ao terapeuta, por causa de uma suposta indiferença a alguns detalhes das lições escolares. Engano total. O garoto só não enxergava o que não considerava importante.

O roteiro da vida

Cresceu em um apartamento de Copacabana, e, depois, em uma casa do Cosme Velho, no Rio de Janeiro, que funcionaram, além de residências, como os espaços de uma produtora de cinema. Seus pais são o cineasta Zelito Viana e a produtora de cinema Vera Maria Palmeira de Paula. É irmão da diretora de cinema Betse de Paula e sobrinho do humorista Chico Anysio.

O menino registrava o vaivém e a barafunda de todo aquele trançado de gente: diretores e assistentes, cenógrafos, figurinistas, técnicos de som, roteiristas, operadores de câmeras, eletricistas, maquinistas, maquiadores. “Já fiz de tudo no cinema, menos fotografia”, comentou em uma de suas entrevistas.

Nas férias, ia para a fazenda do avô Sinval Palmeira Vieira, situada no sul da Bahia. Lá, junto com o amigo de infância, Rildo, corria para cima e para baixo, os dois constatando que uma nascente d’água começava a minguar, um determinado pé de fruta estava se enfraquecendo, certos pedaços de morro haviam ficado nus, expostos ao sol de rachar.

Com o amigão Rildo conversava sobre pomares, águas, pássaros e florestas. Sonharam como uma história que se daria em algum lugar do futuro: comprariam um sítio, ao qual devolveriam o espetáculo da natureza.

Em 1978, no auge da adolescência, foi surpreendido com a chegada à sua casa de quatro índios xavantes, que lá passariam o Natal e o Réveillon. O pai Zelito estava concluindo o filme Terra dos Índios, considerado um dos melhores documentários do cinema nacional.

O observador desatento selecionou também aquele registro da visita dos xavantes, que depositou junto aos demais guardados da memória, como os fragmentos captados na produtora do pai e na fazenda do avô. Em 1982, o fotógrafo Luís Carlos Saldanha disse ao irrequieto garotão que iria à tribo Arara, no Pará, para filmar um documentário. O rapaz levantou o dedo, candidatando-se a seguir junto. Colou.

Para se comunicar com os índios, o jovem usava o recurso da mímica. O bem-sucedido exercício dos gestos conduziu-o a uma definitiva conclusão: seria ator. A partir daí, abrigaria em sua alma o afeto pelos índios, tornando-se ainda mais brasileiro.

Durante três anos, entre 2008 e 2010, apresentou o programa semanal A’Uwe, com documentários sobre diferentes tribos indígenas do país, exibido pela TV Cultura. Ele tinha adquirido, em 1995, uma fazenda de 200 hectares, em Teresópolis (RJ), que, dois anos depois, estava convertida em produtora de alimentos orgânicos. Fechava-se o círculo.

Há um verbo que ele muito aprecia: multiplicar. É o ato de mobilizar em prol da boa transformação, conectando ideias, pessoas e comunidades. Trata-se de uma ação permanente, que está presente em seu ofício de ator. Propagar, por meio dos seus personagens, a cultura e a melhor compreensão sobre os caminhos e descaminhos da natureza humana.

Os índios, por sua vez, são portadores da mensagem de preservação do ser humano e do planeta, na qual se inclui o retorno do alimento puro e saudável à mesa nossa de cada dia.

Por isso, o ator e produtor de alimentos orgânicos abriu um empório em um dos bairros mais urbanos do país, o Leblon, no coração zona sul do Rio de Janeiro. O que produz na Fazenda Vale das Palmeiras, em Teresópolis, está nas prateleiras do Armazém Vale das Palmeiras, no Leblon.

São produtos cem por cento orgânicos: hortaliças, frutas, queijo minas, ricota, iogurte. O que se colhe e o que se produz não recebem agrotóxicos, adubos químicos e aditivos. Ao gado, não se aplicam hormônios e antibióticos.

O olhar do observador desatento é seletivo. Captura, distraidamente, o que tem de mais valioso. Em meio ao palheiro, descobre a pérola. É como escreveu o compositor e cantor carioca, Paulinho da Viola: “as coisas estão no mundo, só que eu preciso apreender”. Há sete anos, nasceu a filha Júlia, fruto da união com a diretora e atriz Amora Mautner. Marcos Palmeira diz que, até então, tinha dificuldade de chorar.

Com a chegada de Júlia, as comportas se abriram. “Depois que ela nasceu, choro por qualquer coisa”. Mais uma vez, ele descobre uma preciosidade sob o manto dos eventos cotidianos. “Júlia me melhorou como artista. Eu me limpei por dentro, jogando pra fora”.

Marcos Palmeira torna-se, a cada instante, um artista particularmente singular. Ele incessantemente foge da glamourização, fortalecendo-se no reconhecimento de que a vida humana e planetária é bela e frágil, e, por isso, merece ser tratada com muito zelo.

O melhor escritor, pintor, ator, professor ou cientista são os que cultivam a difícil arte do simples, esteja a arte representada na escrita, pintura, encenação, transmissão de conhecimento ou na descoberta de uma nova estrela.

Entrevista

Como é que se concilia a vida do ator de enorme popularidade e prestígio com a do produtor rural de alimentos orgânicos?

São dois universos que não se encontram, mas se ajudam. No meu dia a dia, entre os colegas atores, consigo divulgar um pouco mais a ideia da agroecologia, do orgânico, difundindo a noção da saúde, a partir dos alimentos sem adubos químicos e sem pesticidas.

E, no meio do meu trabalho como agricultor, entre os que estão comigo na fazenda, desperto a curiosidade, contando para eles alguma coisa sobre os personagens que interpreto e as histórias que se passam nos estúdios.

São duas rotinas muito diferentes, a de ator e a de produtor rural.

Sem dúvida. Mas, viver esses dois universos também me ajuda a reforçar algo que carrego comigo, que é não acreditar muito nesse sucesso da fama. É claro que é bom quando alguém me diz que gostou da minha novela. Mas, isso não me faz achar que sou tão importante. Essa vaidade eu não tenho.

Às vezes, há pessoas que se dão muita importância. O cara fica famoso e acha que, com isso, pode fazer e acontecer. Sempre busquei o olhar mais simples. E a dupla atividade, de ator e produtor de alimentos orgânicos, fortalece essa minha convicção de me manter na minha realidade, sem querer exteriorizar tanto.

De qualquer modo, com a sua presença nos campos, nos vilarejos e mesmo no seu armazém do Leblon, o galã se torna facilmente acessível à abordagem dos fãs.

Eu não me sinto um galã, mesmo. Acho que posso ter sido alçado a esse imaginário. Minha mãe fica orgulhosa. O meu ego, também. Mas é preciso ter clareza de que são os personagens – e não eu – que dão essa conotação de galã.

É uma imagem de fora para dentro, uma carcaça. Mas, pode-se perguntar se é importante para mim, de alguma maneira, estar nesse lugar do galã. Profissionalmente é. Abrem-se espaços profissionais.

Mas, como ator, preciso também de me voltar para o outro lado da vida, que é o não galã, o anti-herói, o perdedor, o coadjuvante que diverte, entretém, dá prazer. A profissão de ator permite tantos voos que, se eu ficar preso a este rótulo de galã, estarei totalmente amarrado.

Quando é que, no seu modo de ver, um profissional ou um empreendedor pode considerar que alcançou o sucesso?

É quando consegue viver bem, com dignidade, conseguindo fazer aquilo a que se propõe. O fundamental é fazer o lucro fazendo o bem. Este é o casamento do sucesso. É quando o ganho ou a lucratividade não vem da exploração, mas do resultado do esforço de um trabalho que demanda tempo e dedicação. É quando se procura ter o cuidado com a vida, com a vida das pessoas e a do planeta.

“Frequentemente, dizemos que, dadas às urgências do nosso cotidiano, ficamos sem tempo para cuidar dos amigos e, às vezes, até mesmo dos filhos”.

O que se percebe é que, cada vez mais, as pessoas têm pressa, urgência, emergência. Para o que e para quem? Qual é o sentido disso? É uma ansiedade e uma afobação que não são naturais da vida, seja a vida dos animais, a das pessoas ou a das plantas.

É inútil tentar apressar a germinação de uma semente batendo palma para ela, e gritando: “vamos lá, vamos lá!”. A semente seguirá o tempo da sua própria natureza.

E o que se pode fazer para uma semente germine bem?

É permitir que haja as condições para um bom solo. Isso significa cuidar da mata, que, por sua vez, cuidará das nascentes d’água e abrigará os animais. O solo torna-se fértil quando há a mata por perto. Com as chuvas, a matéria orgânica depositada no chão das matas é espalhada nas áreas que lhes são vizinhas. Vai para as lavouras.

Quando a terra é fértil, o que se planta ali vai pegar, porque há o nutriente. Quando a terra é fértil, o que nela se planta vai pegar, porque há nela o nutriente.

E as pragas?

Aprendi que as pragas não existem. O que existe é o desequilíbrio. É esta a sabedoria da terra. É a base da agricultura orgânica. E é a sabedoria dos índios. Marcos Palmeira - Conhecer os índios é um mergulho para dentro. As nossas vidas estão muito mais próximas deles do que imaginamos.

Para respeitarmos a natureza, temos de respeitar os índios e a sua cultura. São eles que tão bem protegem as nossas matas, que tão bem representam o Brasil mundo afora.

Como é que se deu esse seu entrelaçamento de vida, com a terra, os índios, o ambientalismo, a agricultura orgânica, o cinema, a televisão e o teatro?

Estamos sempre cercados por pessoas que transmitem lições. Ao não deixarmos a pressa e a ansiedade nos levar, passamos a prestar mais atenção no que as pessoas têm a transmitir. O meu avô e o meu pai foram a minha escola da infância e da adolescência.

O meu avô tinha uma fazenda no sul da Bahia, aonde eu ia nas férias. Lá, recolhi os primeiros ensinamentos sobre a erosão, a exaustão de uma mina d’água, o desparecimento de uma árvore frutífera.

No Rio de Janeiro, cresci em uma casa que era, também, uma produtora de cinema. Meu pai fez um documentário sobre os índios. Foi o longa metragem Terra dos Índios. Certo dia, chegaram lá em casa quatro índios xavantes, que passaram conosco o Natal e o réveillon.

Eu tinha 15 anos. Três anos depois, fiquei dois meses em uma tribo Arara, no Pará, sem entender uma palavra que os índios diziam. Tinha de me comunicar por gestos. Como eu já era ator amador, foi em meio a todo aquele gestual que decidi, de uma vez por todas: quero desfrutar do teatro, vou levar esse negócio a sério.

De onde veio a decisão de comprar, em Teresópolis (RJ), a fazenda que foi convertida em uma área de produção de alimentos orgânicos?

Aí entra em cena o Rildo, um amigo de minha infância, nascido no mesmo ano que eu. Um amigaço. A gente falava muito em ter uma área, em que pudéssemos cuidar da terra, das águas, das matas e plantas. Achei em Teresópolis uma fazenda que cabia no meu bolso. Fomos pra lá. Tudo silencioso, sem qualquer som, porque não havia pássaros.

O morro era só erosão. A gente não sabia nada de agroecologia. Rildo esteve em um encontro de agroecologia, na região do Brejal, em Petrópolis (RJ).

Voltou fascinando com as lições e demonstrações de campo do professor João Carlos Ávila, especialista em agricultura biodinâmica. “Ele fala com formiga, uma loucura”, dizia o Rildo. Era que o professor observava, atentamente, as formigas nas plantas. Com o professor Ávila compreendemos que a formiga é parceira, e não inimiga.

A formiga mostra que a planta está doente, como consequência de um solo carente de nutrientes. Já com cinco anos na Fazenda Vale das Palmeiras, Rildo foi assassinado em um assalto. Foi um baque. A fazenda rateou durante uns dois anos. Depois, fui me refazendo e consegui continuar a caminhada. Devo muito a ele.

"Fiquei dois meses em uma tribo Arara, no Pará, sem entender uma palavra que os índios diziam. Tinha de me comunicar por gestos. Como eu já era ator amador, foi em meio a todo aquele gestual que decidi, de uma vez por todas: quero desfrutar do teatro, vou levar esse negócio a sério."

Neste seu despertar para a natureza, voltamos aos temas dos índios, que deixam o mato crescer em paz e o bicho solto na floresta.

Os índios mexeram com a minha consciência em relação ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que compreendi que o nosso país pouco reconhece a descomunal importância deles. Toda essa narrativa da vida da gente aconteceu graças aos índios, ao meu avô, ao meu pai, aos amigos, como o Rildo. Foram muitas as contribuições altamente positivas.

E quais foram os resultados dessas ações, vinte anos depois de você ter comprado o que é hoje a Fazenda Vale das Palmeiras?

É um processo longo, mas a natureza responde muito rapidamente a cada ação. Agora, há a mata. Tem passarinho, tamanduá, tatu, lobo guará, jaguatirica. Quando comprei a fazenda, lá já se produziam hortaliças para o mercado. Mas os próprios agricultores não comiam o que colhiam, porque sabiam dos malefícios causados pelo agrotóxico e adubo químico.

Com seis meses, estávamos em processo de conversão para o orgânico. Em um ano e meio, já tínhamos avançado bastante. Todos nos reeducamos, em um processo de capacitação, com muitos cursos, sempre com novidades pra gente.

Há dificuldade em se achar o alimento orgânico, que, geralmente, é mais caro

A questão é que a agricultura orgânica não tem o marketing e não recebe os subsídios dados ao agronegócio, à agricultura convencional. Precisamos mudar as nossas cabeças, saindo dessa agricultura feita na base do veneno e dos transgênicos, que esgota a terra e incessantemente se expande, territorialmente, porque fica buscando novos terrenos, que ainda têm os nutrientes.

E assim vamos espalhando a fome no mundo, desmatamento, ampliando a erosão, a exaustão da água, as pragas, os desequilíbrios, as doenças. O mundo é inviável sem a agricultura orgânica.

Além do mais, a gente vive este difícil momento de crise econômica e política.

Precisamos mudar o sinal. O Sebrae mostra, cada vez mais, que o pequeno está trabalhando, produzindo, procurando se viabilizar, sem desperdiçar o tempo com especulações. O que mais o nosso povo tem é disposição para trabalhar. Em vez da urgência, da pressa inconsequente e muitas vezes desastrosa, devemos prestar a atenção nisso.

Saber somar para ter o que dividir. A gente não pode ficar só pensando no que falta. Se você tem o seu pequeno negócio, a sua porta aberta para a rua, preste atenção no vizinho, no seu entorno. Quem é o seu vizinho? Quem é o dono da farmácia e da papelaria? Aprendemos algo todos os dias, animando-nos a ter novos desafios.

Esse relacionamento entre as pessoas cria uma rede de amparo mútuo.

Os desequilíbrios sociais e ambientais é que produzem as pragas da insegurança e da violência. O que se faz em uma fazenda de alimentos orgânicos, ou em um estúdio de televisão, ou em uma aldeia indígena, é o que se pode fazer em qualquer área de negócios ou das atividades profissionais.

É enxergar as conexões da preservação e da sustentabilidade. É captar e valorizar o que a vida e a natureza nos ensinam.

A campanha Compre do Pequeno Negócio, que o Sebrae propaga por todo o país, tem muito a ver com a agroecologia, porque promove o fortalecimento das vizinhanças, dos relacionamentos interpessoais, do local, do vilarejo, da cidade média ou grande. Somos todos, cada um de nós, partes fundamentais neste sonho.

Para o ator, o Sebrae mostra que o pequeno empreendedor está trabalhando sem desperdiçar o tempo com especulações

Os papéis recentes na televisão

O ator incorpora-se ao seu personagem, dando- lhe vida, voz e jeitos, imprimindo tons e ritmos ao perfil que está traçado nos textos do roteiro. Marcos Palmeira conseguiu realizar a proeza de, simultaneamente, representar dois personagens completamente distintos. De um lado, o Raul, da série "A Segunda Vez", no canal Multishow.

E do outro o delegado Pedroso, na novela "O Rebu", da Globo. Foram ao ar na mesma faixa de horário. Ele venceu este duplo desafio de forma brilhante, conforme a avaliação dos críticos dos jornais nacionais.

O Raul, da série "A Segunda Vez" é um sujeito muito criativo, um jornalista de personalidade flutuante, que se apaixona sem mais nem menos, e, ao mesmo tempo, mantém-se afetivamente ligado à sua mulher, e, no redemoinho desse temperamento descontrolado, acaba fazendo negócios no ramo da prostituição.

"Ele não é um canalha", analisa Marcos Palmeira. É um sujeito sem rumo, um "cara que passou a vida inteira atrás do pai, que nunca esteve presente", com o qual não consegue se relacionar. É este o nascedouro, segundo Marcos Palmeira, da desestruturação emocional do instável Raul. Diz o ator:

"somos todos um pouco frutos da nossa educação", e cada um lida com a sua questão pendente de um jeito ou de outro. Conclui, rindo: "O Raul com certeza não fez análise", referindo-se às sessões de psicanálise, desenvolvidas pelo austríaco Sigmund Freud e pelo francês Jacques Lacan.

Entre os papéis dos anos mais recentes, nas telenovelas da Globo, Marcos Palmeira interpretou o médico ortopedista e cirurgião, Bento, em "Três Irmãs" (2008/2009), o dono de uma empresa de perfumes e cosméticos, Gustavo, em "Cama de Gato" (2009/2010), o pedreiro Sandro, que parou de trabalhar e foi sustentado pela esposa, em "Cheias de Charme" (2012), o farmacêutico Seu Cazuza Moreira, em "Saramandaia "(2013), o delegado Nuno Pedroso, em "O Rebu" (2014), e Aderbal, o prefeito corrupto da fictícia fluminense de Jatobá, em "Babilônia" (2015).

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