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A eleição municipal de São Paulo aumentou a circulação de pessoas pelas ruas, gerando aglomerações, e mesmo com o aumento do contágio de covid-19 nas últimas semanas, o governo de São Paulo esperou as eleições para elevar a rigidez do plano de combate à pandemia, retrocedendo um degrau, disse o comando da Abrasel, entidade que representa bares e restaurantes, nesta segunda-feira.

“Entre cinco a dez milhões de pessoas circularam pelo Estado a mais nos últimos 45 dias, e isso por causa das campanhas, com mais pessoas trabalhando e indo nas caminhadas. Além disso, ninguém vai me dizer que a decisão de só mudar de fase agora não tem nada a ver com o fim das eleições”, disse Paulo Solmucci Junior, presidente da associação.

“Por que não fizeram a mudança de fase antes, se os casos sobem há dias? Se isso ocorresse, talvez não teríamos chegado no nível de contágio atual que obriga os restaurantes a reduzirem funcionamento”, afirma.

Ele menciona as explicações dadas pelos líderes do governo hoje, de que o problema é a área de entretenimento, com festas em casas noturnas. “Se essa é questão principal, por que os restaurantes foram incluídos? O Doria (governador de São Paulo, João Doria) nem deu uma explicação na coletiva de hoje para nos incluir nisso”.

Questionado sobre as imagens de pessoas em bares e restaurantes lotados, sem devido distanciamento entre mesas, em bairros como Vila Madalena e Pinheiros, e sem o uso de máscaras por clientes, ele afirma que os locais foram orientados a seguir o protocolo e caso não o seguissem deveriam ser multados, como ocorreu em certos casos.

Na fase atual, a de número quatro, a taxa de ocupação desses locais deve ser de 60%. “Se houve falha cabe a fiscalização multar, e essa fiscalização foi muito baixa. Então em vez de fiscalizar, eles regridem de fase, e põe todo mundo no mesmo balaio”, disse ele.

Fonte: Valor Econômico

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