abrasel

Em parceria com a CDL/BH e outras entidades, protesto pacífico, que contou com aproximadamente 600 pessoas, ocorreu no entorno da Praça da Liberdade e teve participação de representantes dos setores de eventos, academia, salões de beleza, shoppings e outras áreas do comércio e de serviços

Paulo Nonaka (presidente do Conselho de Administração Nacional da Abrasel), Paulo Solmucci (presidente-executivo da Abrasel), Leo Burguês (Líder do governo na Câmara ds Vereadores) e Marcelo de Soua (presidente da CDL-BH)

Na tarde desta quarta-feira (22), a Abrasel e a CDL/BH, com o apoio de diversas entidades dos setores de eventos, academia, salões de beleza, shoppings e outras áreas do comércio e de serviços, realizaram a entrega da proposta do plano para retomada segura das atividades em Belo Horizonte a representantes da Prefeitura de Belo Horizonte. A entrega ocorreu durante a manifestação pacífica que reuniu aproximadamente 600 pessoas na Praça da Liberdade, na região centro sul da capital mineira, provocada pela questão: que dia BH volta?

O plano apresenta as práticas mais eficazes já implantadas em todo o mundo no enfrentamento da crise provocada pelo Coronavírus e se baseia em opiniões de especialistas em saúde e gestão. Além disso, a proposta contempla os setores do comércio, dos serviços, das repartições, escolas e outras atividades se daria em fases, conforme alguns estágios sejam atingidos.

A medida surgiu após a Prefeitura de Belo Horizonte não ouvir a Abrasel e não ser transparente nos critérios usados na reabertura de outros setores em Belo Horizonte. “A sociedade precisa de transparência. É necessário sabermos ao menos quando. BH está completando hoje 125 fechados e até agora não foi apresentado nenhum plano de retomada para a população”, relata o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci. “A partir do momento em que todos se sentem representados e entendem de maneira clara os critérios de reabertura, sem comprometer a segurança, fica muito mais fácil organizar a retomada”, completa.

Manifestação ocorreu na Praça da Liberdade, em BH/ Foto: Danilo Viegas

O plano

A proposta apresentada pelas entidades tem algumas premissas. Entre elas, um cronograma para que os diversos setores apresentem suas sugestões, um plano para mitigar o risco no transporte público, o incentivo para que as empresas estabeleçam turnos de trabalho para permitir uma melhor organização e distanciamento social, além de critérios para a definição de etapas de reabertura. A retomada, assim, se daria em cinco fases, cada uma permitindo a retomada para certos setores da economia. (Leia na íntegra o plano)

Outros setores

Além de bares e restaurantes, outros setores estavam presentes na manifestação. Para Marcela Ricardo, administradora de eventos, a retomada segura é importante para que a sociedade tenha segurança e confiança para voltar. “Hoje estamos vendo muito locais abrindo na informalidade e o protocolo vem num momento que servirá para auxiliar a sociedade a entender da melhor maneira como aquele local deve se colocar para ser um ambiente seguro”, afirma.

Outro setor que esteve na manifestação foi o das academias. De acordo com representantes da área, a prática de atividades físicas deveria ser considerada um serviço essencial. “A prática de atividades físicas faz bem para a saúde e isso é fato. Seguindo os protocolos corretamente, poderemos abrir e atender ao público da melhor maneira possível. Não entendo como um shopping popular pode ser considerado essencial e a academia não”, discorre Marcela Mendes, funcionária de uma academia em Belo Horizonte.

Comentários