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Pesquisa realizada com 875 estabelecimentos comerciais de todo o Brasil mostra que apenas 50% dos negócios que tentaram empréstimos no período da crise conseguiram

Foto: @mrsiraphol/freepik

Há anos, ter acesso a crédito é um desafio enfrentado por muitas empresas e com a pandemia, o cenário piorou. Muitos bares e restaurantes tiveram que operar de portas fechadas e apenas por delivery, o que impactou diretamente o faturamento e fez com que vários deles precisassem recorrer a linhas de crédito para manter seus negócios abertos e com saúde financeira.

De acordo com uma pesquisa feita pela Abrasel, em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas, quase 4 em cada 5 bares e restaurantes tiveram que captar recursos durante a crise.

O estudo, realizado com 875 estabelecimentos comerciais de todo Brasil durante o mês de junho, mostra que aqueles que procuraram por empréstimo optaram, em sua maioria, por bancos privados (43,7%), seguido das cooperativas de crédito (16,6%) e aplicativos de delivery (9,42%).

Outras opções como amigos ou agentes privados, adquirentes, bancos digitais e aplicativos de pagamento também foram mencionadas.

A pesquisa revela ainda que dos bares e restaurantes que tentaram um empréstimo durante a pandemia, apenas 50% conseguiram. Entre as principais razões para a não liberação dos recursos foram citadas: restrições com o nome da empresa (39,3%) ou com o nome do proprietário/sócio (23,2%) e não conseguir apresentar garantias e/ou faturamento suficientes (33,6%).

“Os números expõem a necessidade do mercado de contar com linhas especiais, capazes de democratizar o acesso ao crédito, principalmente nos momentos em que as empresas precisam de ajuda para manter os negócios ativos”, destaca Márcio Alencar, diretor de Estratégia Digital, Marketing e Negócios da Alelo.

“Com o avanço da vacinação e retomada, muitos estabelecimentos buscam reformular as instalações para se adaptar ao novo perfil do consumidor. Diante disso, os recursos serão essenciais para modernização ou até mesmo ampliação do espaço. Cabe a nós apoiá-los”, acrescenta.

O crédito é uma realidade para os estabelecimentos comerciais mesmo antes da crise ocasionada pela Covid-19. Dos entrevistados, 74,9% afirmaram já terem solicitado um empréstimo desde que começaram os negócios, tendo como principais motivos garantir fluxo de caixa (26,6%), pagar dívidas (25,0%), realizar reformas no espaço físico e/ou ampliar o estabelecimento (10,7%).

No mais, nota-se que para 8,6%, o valor do empréstimo também foi direcionado para implantar e/ou ampliar o modelo de delivery.

“O nosso setor é formado em sua maioria absoluta por micro e pequenas empresas, com pouco ou nenhum capital de giro, e que enfrentam um problema crônico de acesso a crédito, potencializado na pandemia, justamente o momento em que mais precisam desse apoio. Sem crédito disponível, a retomada se torna inviável. Por isso, lutamos para que o Pronampe e sua ampliação se tornassem uma realidade, mas ele não é suficiente para atender toda a demanda. É preciso que novas linhas de crédito, mais acessíveis e com melhores condições, sejam disponibilizadas”, afirma o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci.

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