Setor registra bom movimento, principalmente em regiões mais turísticas. Resultados variam conforme o perfil do negócio e a localização
O Carnaval voltou a impulsionar o faturamento de bares e restaurantes em diversas regiões do país, com destaque para os principais destinos turísticos, que registraram fluxo intenso de visitantes e aumento expressivo nas vendas. Em destinos tradicionalmente ligados à folia, o setor operou em ritmo de alta temporada, sustentado tanto pela presença de turistas brasileiros e estrangeiros, quanto por uma programação extensa de blocos, festas e eventos públicos e privados.
Em polos turísticos e cidades litorâneas, estabelecimentos com perfil mais informal, voltados ao grande fluxo de pessoas e ao consumo rápido, relataram crescimento consistente no faturamento. A expansão do pré-Carnaval, cada vez mais incorporado ao calendário oficial de diversas capitais, também contribuiu para prolongar o período de aquecimento do setor, distribuindo melhor o movimento ao longo das semanas que antecedem os dias oficiais da festa.
Apesar do cenário positivo, o desempenho não foi uniforme. Em regiões menos associadas ao turismo ou em áreas predominantemente executivas, parte dos bares e restaurantes registrou desempenho mais discreto — alguns, inclusive, abaixo do esperado. Estabelecimentos de perfil mais sofisticado, ou localizados fora dos eixos de alta circulação, também sentiram menos os efeitos positivos da festa, um comportamento já observado em anos anteriores.
Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, o Carnaval segue como uma das datas mais estratégicas para a economia do setor, mas exige leitura cuidadosa de cada realidade.
“O Carnaval é, historicamente, uma grande alavanca para bares e restaurantes, especialmente nas cidades turísticas, onde funciona quase como uma alta estação. Mas é fundamental reconhecer que o impacto não é igual para todos. O movimento depende do perfil do negócio, do tipo de público atendido e da localização. Há estabelecimentos que vivem dias excepcionais e outros que praticamente não sentem os efeitos da festa”.
Solmucci destaca ainda que, apesar da heterogeneidade, o período ajuda o setor a iniciar o ano com mais fôlego. “Em um contexto de custos elevados e margens pressionadas, o Carnaval costuma representar um respiro importante. Para muitos empresários, esse impulso é determinante para organizar o caixa, equilibrar as contas e planejar os meses seguintes com mais segurança”, conclui.
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