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Abrasel em Minas Gerais organiza circuito gastronômico durante a festa com a participação de 21 casas associadas

Assim como o Carnaval em Belo Horizonte ressurgiu das cinzas, no início desta década, e garantiu à cidade o status de um dos principais destinos turísticos na folia momesca, o São João na capital mineira dá sinais de que seguirá a mesma toada para se transformar num importante fermento para a economia do município. Só o Arraiá de Belô, na praça da Estação, movimentará boa cifra. Em 2017, a receita chegou a R$ 1,68 milhão. Em 2018, subiu para R$ 2,74 milhões. Se o percentual de aumento (63%) se repetir, o valor em 2019 será em torno de R$ 4,5 milhões.

Mas a novidade é que muitos bairros, a exemplo do que ocorreu com os blocos de Carnaval, agora se organizam para as festas juninas. Eles recebem o apoio dos blocos: agremiações que arrastam multidão durante a folia momesca vão se apresentar, neste mês, como típicas quadrilhas. É o caso do Bloco do Padreco, no Padre Eustáquio, onde o comércio local já comemora os ensaios da quadrilha, na praça Geraldo Torres, rodeada por bares, padaria, pizzaria, sorveteria e outros.

“Com o processo do retorno do Carnaval em Belo Horizonte, a população começa a ter vontade de fazer outras coisas. O Carnaval de BH ressurgiu, recuperou o evento. A festa junina está sendo retomada (nos bairros) e a economia será beneficiada. Todos lucram: ambulantes e o comércio formal”, avaliou o artista Lourival Munish, diretor do Bloco do Padreco e, agora, responsável pelo ensaio da quadrilha.

Perto de lá, no bairro Caiçara, a festa junina também movimenta boa renda. A terceira edição do evento, na avenida do Canal, deverá receber mais de 2 mil pessoas, segundo acredita Adaisson Oscar Ferreira, um dos organizadores.

“Em 2017, a festa junina atraiu em torno de mil pessoas. Em 2018, 1,5 mil. Está crescendo e ajudando a economia da região. Não só por causa das 20 barraquinhas, mas também em razão dos serviços contratados para o evento, como eletricistas e seguranças”, comemora Ferreira.

Subvenção

De olho na importância da festa junina para o turismo e a economia da capital, a prefeitura publicou um decreto, em maio, antecipando o pagamento de auxílio financeiro às quadrilhas que vão participar do concurso do Arraiá de Belô.

Segundo a Belotur, “todos os grupos inscritos para a participação no concurso, tanto do grupo especial, quanto do grupo de acesso, recebem da prefeitura uma subvenção de R$ 13,5 mil, fora a premiação das vencedoras”.

Culinária

Por falar em comes e bebes, outro setor que prevê lucro bom na festa junina é o de bar e restaurantes. Tanto que o Arraiá de Belô, tido como a vitrine da festança em Belo Horizonte, irá realizar a segunda edição do Circuito Gastronômico, com pratos típicos da culinária junina.

Ao todo, 21 estabelecimentos vão participar do circuito, organizado em parceria com a Abrasel em Minas Gerais, e vão oferecer os pratos de 15 de junho a 15 de julho.

De olho nas boas expectativas, a prefeitura trabalha para divulgar ainda mais a festa junina. De 7 de junho a 7 de julho, no período oficial do São João na capital, um ônibus estará rodando a cidade para blitzes juninas. A ação é realizada em parceria com a Comissão Junina Mineira. Na prática, o coletivo irá transportar quadrilhas que se apresentarão no Arraiá de Belô para apresentações em eventos e pontos turísticos.

Fonte: Hoje em Dia. Para ler a notícia na integra, acesse o site.

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