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Redução de pagamento para empresas cairá de 28 dias para uma semana, em média. Medida irá injetar R$ 600 milhões de capital de giro. Confira outras providências tomadas

Nesta quarta-feira (18), a Abrasel fechou com o iFood, um pacote de ajudas ao setor de alimentação fora do lar. A principal medida fica por conta da redução do prazo de pagamentos da empresa de marketplace para os bares e restaurantes: de 28 dias em média para uma semana. Essa mudança injeta cerca de R$ 600 milhões de capital de giro no setor de alimentação fora do lar.

Outra medida é diretamente benéfica aos restaurantes "independentes", aqueles que não estão ligados a grandes redes. O iFood irá disponibilizar até o dia 25 de março (próxima terça-feira), um fundo de ajuda de R$ 50 milhões. Este valor será para reembolsar despesas que bares e restaurantes irão gastar com taxas.

A terceira medida é o estímulo ao to go, quando o cliente vai até a loja buscar o alimento. Segundo o iFood, este consumidor não irá gerar nenhuma taxa aos estabelecimentos. A empresa irá apenas facilitar os canais desses clientes aos bares e restaurantes.

Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, as medidas são essenciais para que o setor de alimentação fora do lar consiga sobreviver a esta iminente crise. "Um pacote interessante na linha do que buscamos. Estamos em conversas com empresas dos meios de pagamentos e outros grandes _players_ do nosso setor. Ao longo dos dias teremos grandes avanços. Nossa prioridade é o diálogo com o governo federal na questão do pagamento dos salários ou seguro-desemprego para os funcionários de estabelecimentos. Temos avançados e confiamos na sensibilidade do governo”, diz.

Risco de colapso

O coronavírus pode ser fatal para bares e restaurantes. O faturamento derrete, com quedas de 30% a 70% em algumas cidades. Apesar da difícil situação fiscal no país, a Abrasel acredita que o momento pede medidas excepcionais para evitar a quebradeira geral, afinal, são seis milhões de trabalhadores do setor que precisam ter seus empregos preservados, enquanto durar a crise.

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