A retomada do debate sobre a PEC que propõe o fim da jornada 6×1 reacende preocupações no setor de serviços, especialmente em atividades que funcionam de forma contínua, como bares e restaurantes.
Para o setor, a proposta ignora características estruturais da operação, como a necessidade de escalas flexíveis, a alta dependência de mão de obra e a dinâmica de funcionamento em finais de semana e feriados, o que torna a mudança inviável sem uma reconfiguração profunda dos modelos de trabalho.
A Abrasel afirma que o debate vem sendo conduzido sem estudos técnicos consistentes e sem clareza sobre os impactos econômicos da medida. O presidente executivo da entidade, Paulo Solmucci, destaca que a proposta desconsidera os custos reais da transição e os efeitos sobre a oferta de serviços, o emprego e a sustentabilidade dos negócios.
Na avaliação da entidade, a mudança tende a gerar aumento de custos operacionais e, como consequência direta, reajuste de preços ao consumidor, penalizando os mais pobres e transferindo para a sociedade o impacto de uma decisão tomada sem planejamento e sem diálogo com os setores produtivos.
