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Por José Eduardo Camargo

Clientes da tradicional confeitaria colombo, no Rio de Janeiro, foram pioneiros em fazer pedidos ‘reais’ por meio do padrão Open Delivery, iniciativa liderada pela Abrasel. Veja também a entrevista com Marcio Alencar, diretor na Alelo Brasil para entender melhor a nova solução.

Foto: Divulgação

Um importante passo para bares e restaurantes que trabalham com delivery e “pra levar” foi dado nos últimos dias de 2021: os primeiros pedidos no padrão Open Delivery (OD) foram feitos na centenária confeitaria Colombo, no centro do Rio de Janeiro, usando um programa da empresa RS Solutions.

Como um primeiro passo para a comprovação dos benefícios do Open Delivery, foi realizada uma integração entre o cardápio digital da Confeitaria Colombo e o sistema de gestão do estabelecimento, com uma plataforma mandando direto as informações para outra, permitindo um melhor controle sobre o serviço.

Agora, com as plataformas no padrão Open Delivery, assim que os marketplaces e empresas de logística também fizerem a adaptação dos seus sistemas, a Confeiraria Colombo estará apta a se integrar a vários canais de venda e aplicativos de entrega sem maiores esforços e podendo controlar as informações de todas essas plataformas pelo seu sostware de gestão.

Apesar de a operação não ter sido completa e ainda não ter envolvido a integração com marketplaces e sistemas de logística, concretizando de fato a operação de delivery, o acontecimento representa um grande avanço na desburocratização do delivery no País, pois é um final verde, que comprovou que a integração de fato, funciona e traz inúmeros benefícios para os gestores.

“O padrão está maduro, então conseguimos ter agilidade na implantação, tanto no cardápio quanto no software onde o pedido foi feito. A construção do cardápio foi muito eficiente, usando nossa solução Menu Fácil e seguindo os parâmetros do Open Delivery. A transação como um todo ocorreu sem grandes problemas, mostrando que a iniciativa tem tudo para ser um grande sucesso”, afirma Rodrigo Soares, CEO da RS Solutions.

Entendendo melhor o Open Delivery

Em linhas gerais, a iniciativa, liderada pela Abrasel, traz um padrão que uniformiza a comunicação entre as diferentes plataformas utilizadas para fazer a operação de delivery, como os sistemas de gestão, pdv, canais de venda como marketplaces e outros e-coomerces e até mesmo os sistemas de entrega, tornando este processo mais transparente e produtivo. Além disso, com a chegada do Open Delivery o mercado fica mais competitivo, pois o padrão é um código aberto e gratuito para utilização de todas as empresas que prestam esse tipo de serviço para bares e restaurantes, e uma vez que essas estejam adaptadas, fica muito mais fácil de integrar aos estabelecimentos e oferecer seus serviços sem que isso dê mais trabalho para o empresário administrar.

Após meses de planejamento, programação e testes, o Open Delivery finalmente começa a ganhar as ruas e a expectativa é que a partir de abril já tenhamos um operação completa realizada.

A realização do pedido é um marco na iniciativa capitaneada pela Abrasel. Já são 72 empresas (software e marketplace) em desenvolvimento e testes do padrão de cardápio e pedido e 13 empresas (software de gestão e operadores logísticos) em desenvolvimento e testes do padrão de logística, cuja integração deve começar em breve. Com isso, a iniciativa ganha cada vez mais corpo.

“O ano de 2022 será muito produtivo para consolidar o Open Delivery como um padrão adotado por todo o mercado. Este primeiro pedido, na Confeitaria Colombo, é importante não só para reafirmar a viabilidade técnica, mas também como um marco da chegada do Open Delivery à ponta. Ou seja, aos bares e restaurantes, que são um dos principais beneficiados por essa iniciativa”, diz o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci.

As empresas de pedidos por aplicativo também estão se movendo para implantar o Open Delivery. Uma das mais avançadas é a Pede Pronto, empresa do grupo Alelo (veja entrevista no box). A integração dos chamados marketplaces com os softwares de gestão é outra parte importante da implantação do padrão no mercado.

Como funciona?

Na prática, o consumidor pede sua refeição como sempre fez. Mas a partir do momento que o pedido é feito, nos bastidores, tudo muda. O Open Delivery padronizou os cardápios e o recebimentos de pedidos. Para os estabelecimentos, isso significa um ganho imenso: não importa mais se a compra é feita pelo marketplace A, B ou C, por aplicativo próprio, site, whatsapp – ele pode publicar o cardápio no padrão OD e, automaticamente, a alteração é feita em todas essas interfaces. Antes, qualquer mudança precisava ser feita manualmente em todas elas.

Outro grande ganho é que os pedidos são exibidos em uma única tela, na ordem de chegada, o que traz mais agilidade, reduz as chances de erros e atrasos no preparo, o que, na prática, beneficia também o cliente. Isso significa também que o restaurante pode aderir a mais plataformas, em vez de priorizar uma ou duas, já que os pedidos aparecem em um só lugar. Como parceiros da Abrasel nessa empreitada estão a Afrac (Associação Brasileira de Tecnologia para o Comércio e Serviços, que representa as empresas de software), a AB2O2 (Associação Brasileira Offiine to Online) e a Matera. A iniciativa também tem o apoio de diversas outras empresas ligadas ao setor.

Entrevista - Márcio Alencar

Na interação do Pede Pronto com os estabelecimentos, quais são as dores que o padrão do Open Delivery irá sanar?

Márcio Alencar: A maior parte dos restaurantes gostaria de estar em todas as vitrines digitais que puder. Mas se credenciar e manter seu cadastro e cardápio atualizados em todas elas é uma dor. Entendemos que a iniciativa do Open Delivery gerará grande valor para o setor ao padronizar e facilitar o acesso dos estabelecimentos a várias plataformas.

Qual é a perspectiva que vocês enxergam para os bares e restaurantes no pós-pandemia?

Márcio Alencar: A digitalização só vai crescer. Os restaurantes aprenderam a importância disso, não só para vendas, mas para o relacionamento com seus clientes para entregar boas experiências e se diferenciar. Todos querem parceiros que os ajudem a ter uma presença e uma forte atuação digital, sem blindar eles do consumidor, o que está muito alinhado com a visão do Pede Pronto.

Como o Pede Pronto se posiciona no mercado para apoiar os estabelecimentos em um novo momento do mercado de delivery?

Márcio Alencar: Queremos oferecer uma opção justa. Os estabelecimentos precisam de soluções que facilitem sua vida, operação e vendas, para que possam focar no que fazem bem: comida. O Pede Pronto se posiciona como o parceiro que entrega soluções digitais de cardápio, pedido, pagamento, entrega e relacionamento completas e simples para que ele possa vender mais e operar melhor. E ainda ajudamos nas vendas alavancando a nossa base de milhões de consumidores.

Qual a expectativa para a primeira operação com Pede Pronto já integrado ao open delivery?

Márcio Alencar: Pede Pronto é o primeiro marketplace a estar 100% pronto para operar com open delivery, tanto no cardápio quanto em pedidos. Em março, vamos iniciar esta operação com um projeto piloto em um PDV, fazendo a primeira transação com open delivery. Isso vai facilitar bastante a operação do restaurante e também fazer com que se gaste menos tempo desenvolvendo integração. Com isso, podemos concentrar nossos esforços desenvolvendo uma jornada melhor para o cliente, com funcionalidades que ajudem o estabelecimento comercial.

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