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Quem já ouviu, em palestras empresariais, cafés, encontros de empreendedores ou em qualquer outro momento motivacional, esta frase: "Você é a média das 5 pessoas com quem você mais convive".

Essa frase ecoa pelos nossos ouvidos como uma lição magnífica de desenvolvimento pessoal, empreendedorismo, reflexão e sentimento de consternação. Afinal, se isso é uma regra e eu convivo com pessoas piores do que eu, então estou fadado ao fracasso. Se sou o resultado das cinco pessoas com quem mais convivo, isso pode ser positivo ou negativo, correto?

Mas, pergunto a você, meu prodigioso leitor: Concorda com essa frase? Pergunto ainda: sabe quem a escreveu?

#RECEBA

Quem disse: "Você é a média das cinco pessoas com quem mais convive" foi o empreendedor Jim Robin que nasceu em 1930 e morreu em 2009. O ponto importante que quero propor para você leitor a filosofar comigo é sobre o fato de Jim ter morrido em 2009.

Em novembro de 2005, o governo federal pôs em prática um projeto de financiamento de computadores, que teve como objetivo incluir o máximo de pessoas na sociedade digital. (Olha isso "sociedade digital”). Porém, somente em 2009 é que, no Brasil de fato, a população de média e, talvez, baixa renda começou a ter acesso a computadores, por meio de lan houses, em empresas, escolas e faculdades. Mas o computador doméstico ainda era para poucos.

Em 2009, o mundo migrava de fato para as redes sociais, Orkut/ Facebook/ You Tube/ WhatsApp. Começam a conectar pessoas, de uma forma tão rápida e dinâmica que a visão sobre comportamento e relações humanas mudam, e famosos começam a se expor e "seguidores" começam a se comportar como seus ídolos, logo a indústria vislumbra, lucro!

E influenciadores digitais começam a faturar alto, mostrando seu cotidiano e suas preferências. Com tantos influenciadores hoje, e com a facilidade de acessar seus conteúdos, será mesmo que devemos ainda nos apegar e propagar teorias e práticas de grandes nomes do passado?

O consumidor muda a cada minuto, se seu comportamento hoje fosse definido somente por 5 pessoas com quem ele mais convive, não deveríamos ao mínimo somar os 5 "influenciadores digitais" de que a pessoa mais gosta? Somente aí, já subiríamos a “média” para 10 pessoas que nos influenciam. “Ah, caro leitor, triste o homem que não muda de opinião”, pois o mesmo não se permite deixar de ficar triste.

Cuidado empresário, para não cair na rotina do espelhamento e simplesmente refletir ao mercado o que ele já enxerga. Seja você o diferencial da sua empresa e faça com que seus colaboradores sejam o seu espelho.

*Humberto Freitas, diretor de expansão da Regional Abrasel na União Oeste de Minas, comunicólogo e apaixonado por pessoas

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