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Será que simplesmente ter nascido em uma época em que os equipamentos digitais são onipresentes é suficiente para garantir conhecimento sobre o potencial (e os riscos) dessas ferramentas?

Foto: Freepik

Se você conhece pais ou avós de crianças pequenas certamente já os ouviu dizer que os pimpolhos são verdadeiros ases ao manipular celulares, tablets e computadores. “Parece que já nascem sabendo”, exageram os mais corujas. Mas será que simplesmente ter nascido em uma época em que os equipamentos digitais são onipresentes é suficiente para garantir conhecimento sobre o potencial (e os riscos) dessas ferramentas? Obviamente a resposta é não e isso tem sido uma preocupação crescente entre especialistas do setor, educadores, pesquisadores e, claro, pais e parentes com um pouco mais de senso crítico e noção da realidade.

Mais importante do que a habilidade para manipular teclas e telas touch, é preciso saber onde esses comandos estão nos levando e o que vamos encontrar ali. É claro que não estou mais falando dos inocentes joguinhos infantis, mas de um mundo que nem sempre é divertido e seguro como um vídeo do Três Palavrinhas, um dos principais canais da One Big Media. Estou me referindo à avalanche de desinformação e notícias falsas com que somos bombardeados todos os dias. Assim como as crianças precisam aprender a navegar, em todos os sentidos, nesse universo, muitos adultos também se deixam levar por conteúdos enganosos. Por isso eu sempre fui um defensor ardoroso do que se convencionou chamar de “alfabetização digital”, ou digital literacy, no termo em inglês.

Ora, se as crianças não nascem sabendo e precisam ser ensinadas, nós todos, novos cidadãos da era digital, também precisamos desenvolver certas habilidades para evitar as armadilhas mais comuns. Como identificar notícias falsas? Onde eu posso checar uma informação? Esse email é confiável? São perguntas muitas vezes banais, mas que não fazemos com a frequência necessária e nem tampouco com a naturalidade desejável. Para isso é preciso treino, prática, conhecimento, a tal alfabetização digital. Devemos adotar esses comportamentos de forma que eles se tornem quase automáticos, como o reflexo de colocar o cinto de segurança quando sentamos ao volante.

Por fim, um questionamento, agora de volta à infância: será que estamos preparando as novas gerações para as exigências desse mundo hiperconectado? Além da alfabetização digital, e do ensino das ciências, exatas e humanas, devemos incluir no rol de aprendizados temas como empreendedorismo, negócios, humanismo e respeito às diversidades para estimular que as crianças desenvolvam o senso crítico e a capacidade analítica que serão fundamentais para a sua felicidade e bem-estar. Países como Japão, Coreia do Sul, Estônia e boa parte das nações europeias já perceberam a importância de agregar esses saberes à educação formal de seus jovens cidadãos.

Fonte: Léo Soltz

* Léo Soltz é CEO na One Big Media Group

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