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Paulo Solmucci, presidente da Abrasel e outros representantes do setor, acreditam no impacto positivo da medida para a atração de turistas para o Brasil

Lideranças de algumas das principais entidades do trade turístico nacional comemoraram a isenção de vistos para cidadãos americanos, australianos, canadenses e japoneses, estabelecida em decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União na última segunda-feira (18). Conforme o texto, assinado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e pelos ministros do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio; da Justiça, Sérgio Moro, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a medida passará a valer em 17 de junho e facilitará o ingresso destes viajantes no Brasil.

O presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), Marco Ferraz, aposta em resultados positivos e elogia o ministro Marcelo Álvaro por encampar um pleito histórico do segmento. “A Argentina, que não exige vistos para americanos - embora os americanos exijam deles -, teve avanços importantes. A partir dessa facilidade, a gente abre a possibilidade de ter navios o ano todo no Nordeste, por exemplo. Isso estimula toda a indústria do turismo a investir”, comemora.

A opinião é compartilhada pelo presidente executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci Júnior. “O impacto no ramo de alimentação será muito positivo. E essa ação vai na linha do que há muito a gente defende, de tirar as barreiras que nos mantêm com números muito aquém das expectativas”, sustenta.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional), Manoel Linhares, por sua vez, observa que a isenção beneficia a economia do país como um todo. “Os vistos dificultam muito a chegada de turistas, e agora vamos ter um impacto considerável não apenas no turismo, mas em toda a economia. O ministro, em muito pouco tempo, teve papel primordial no sentido de fazer o governo como um todo compreender que o problema do turismo é a burocracia”, constata.

Já Alexandre Sampaio, responsável pela área de turismo na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), frisa que a medida vai reforçar a atração de visitantes de alto poder aquisitivo. Ele prevê que a decisão abrirá espaço para outros avanços. “Isso insere o país no rol de nações com políticas desenvolvimentistas. E tenho certeza que vamos ter outras vitórias em curto prazo”, vislumbra.

Magda Nassar, presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) e vice-presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav), também espera novas conquistas. Ela acredita que a medida aponta a superação de obstáculos ao desenvolvimento do setor. “Para as operadoras e agências de viagens, a gente tem um novo horizonte. Tirar o visto brasileiro é muito difícil, a gente recebe várias reclamações, principalmente dos americanos. O ministro Marcelo já nos disse que o direcionamento do presidente Bolsonaro é de tirar entraves para a economia girar”, relata.

Fonte: Ministério do Turismo

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