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Se nossos olhos não vêem diversos pontos da cadeia do desperdício de alimentos, já em uma mesa se restaurante, é impossível passar desapercebido. E nesse caso, são os próprios cliente que colocam no prato muito além do que conseguem consumir. O resultado: muita comida no lixo.

Presidente da Abrasel em Minas chama atenção para maior desperdício nos self-services e a la carte que recebem o público para almoço durante a semana

Segundo dados do Word Ressos Institute Brazil, 15% do desperdício de alimentos no Brasil, cerca de 6 mil toneladas, são de restaurantes. Se é impossível esse tipo de estabelecimento ter 0% de perda, é possível, ao menos, reduzi-la.

Para o presidente da Abrasel em Minas Gerais, Ricardo Rodrigues, o desperdício acontece em vários segmentos, mas entende que a cultura do consumidor deve também ser modificada.

"Isso (desperdício) vai depender muito do segmento do comércio. Você pega um restaurante a quilo, de segunda a sexta-feira, O que ficou no self (depois do atendimento) é lixo. Então ele gera um desperdício muito grande de alimentos já processados e preparados para o consumo."

Os estabelecimentos a la cart também são alvos do desperdício: "Você pega um restaurante a la cart, dependendo do segmento, como o meu, por exemplo, que é de segunda à sexta-feira e tem um movimento mais empresarial: o cliente vem e volta para o trabalho, às vezes ele não pede para embalar. Já no sábado e domingo, um percentual de 90% pede para embalar o que ficou do almoço para levar para a janta, para o almoço do outro dia. Então a gente tem, sim, alguns segmentos que têm um desperdício maior."

Em Belo Horizonte, segundo a diretora da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, Zilmara Ribeiro, a lei municipal permite a doação do alimento, ou dos produtos, mas o doador responderá caso tenha uma consequência:

"A lei municipal tem um artigo que permite que se doe o alimento. Mas a doação do alimento, a responsabilidade, é de quem está doando. Se houver alguma consequência grave, como por exemplo, doou um alimento para uma creche, ou qualquer instituição, (...) ele (o dono do restaurante) pode sofrer as consequências da lei. Aí será avaliado, desde uma advertência até uma multa. E pode ser também, dependendo da gravidade, o fechamento do estabelecimento. Então, na dúvida, é preferível não doar."

Fonte: Itatiaia

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