O avanço de medicamentos como o Mounjaro tem gerado debates sobre os impactos no setor de gastronomia. Contudo, as churrascarias parecem estar mais protegidas a esse cenário, transformando o novo comportamento dos consumidores em uma oportunidade estratégica.
Enquanto muitos estabelecimentos enfrentam o desafio da redução no consumo, as casas de carnes levam vantagem por oferecerem o que o público em tratamento busca: proteínas e saladas. Executivos de redes como Fogo de Chão e Mania de Churrasco relatam que não houve queda no movimento, notando que o cliente está mais seletivo e priorizando cortes nobres.
A análise dos empresários converge com o que a Abrasel tem observado. A entidade projeta que uma das consequências do uso dessas medicações é justamente o aumento da demanda por pratos proteicos, grupo alimentar central para quem faz dieta.
Entretanto, o cenário exige atenção do setor como um todo. Levantamento da Abrasel aponta que seis em cada dez bares e restaurantes são impactados pelo uso dessas medicações. Segundo Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, o "efeito Mounjaro" atua como um catalisador de um comportamento já existente: a comida deixa de ser o foco exclusivo da visita, e o ambiente passa a dividir o protagonismo da experiência no restaurante.
Além da mudança no prato, o setor de bebidas também nota transformações. Com a redução da ingestão de álcool por parte de quem usa a medicação, cresce a busca por opções como limonadas e mocktails. As redes já se adaptam a essa "geração que consome menos álcool", investindo em experiências que vão além da mesa.
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